Fernando Brito - Procuradores querem só 16,4% de aumento. É a moralidade “cash”

NO Tijolaco

Como se sabe, o Brasil está arruinado só pela corrupção.

Nossa situação de penúria nada tem a ver com o saque do Estado brasileiro por uma camada de privilegiados  nos três poderes, tanto que é preciso cortar na Saúde, na Educação, na infraestrutura…

Por isso, nada mais justo e urgente do que dar aos homens e mulheres que nos salvam da roubalheira a justa recompensa, inclusive em dinheiro.

Do Estadão:

Em meio à crise financeira, o Conselho Superior do Ministério Público Federal aprovou nesta terça-feira, 25, reajuste de 16,38% no contracheque dos procuradores, o que deve gerar um impacto de R$ 116 milhões nos cofres públicos. Ainda não foi definido como será feito o remanejamento de recursos para incorporar esse aumento, que ainda depende do aval do Congresso Nacional para entrar em vigor. No ano passado, a categoria teve reajuste de 17%, mas a aprovação está parada na Comissão de Constituição de Justiça do Senado. 

E de onde apareceu o número mágico de 16,38%?

Vocês pensam que os nossos procuradores são bobinhos?

Não, de jeito nenhum. Se os nossos repórteres fossem mais espertos veriam que o vencimento-base atual, de R$ 28,947,55, com um reajuste de 16,38% dá R$ 33.735,06, o mesmo que ganha atualmente  vence um ministro do Supremo.

Então, eles jogam nas duas: ou se aprova o projeto que dá exatos 16,38% que está parado na Câmara junto com o que reajusta os rendimentos dos ministros do STF ou se tramita o pedido separadamente, com um resultado idêntico, igualmando o vencimento dos procuradores em gerao aos dos ministros do Supremo.

Mas o amigo leitor e a querida leitora não fiquem achando que é só isso que suas emepeências recebem.

É só olhar na relação dos contracheques de junho e verão que, além do vencimento, há indenizações  isentinhas de imposto de renda e de desconto previdenciário.

Estes “complementos” chegam a representar R$ 38 mil e para um quinto dos promotores representam valores acima de R$ 15 mil.

A Doutora Raquel Dodge, tão simpática e zelosa da remuneração de seus pares, por exemplo, recebeu mês passado R$ 43 mil de vencimentos brutos, mais R$ 22 mil de férias e ainda R$ 35 mil de indenizações funcionais.

Bruto, acima de R$ 100 mil. Líquido, quase R$ 80 mil.

São uns sacerdotes franciscanos, verdadeiros Diógenes vivendo na frugalidade à procura de homens honestos…